sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Acordei quase oito horas da manhã, o sol já brilhava forte lá fora. Fui ao banheiro lavar meu rosto e quase me assusto com minha própria imagem no espelho; meus olhos estavam inchados como eu jamais vira; também pudera, após uma noite inteira de choro, seguida por uma insuportável dor de cabeça, não poderia ser diferente.

Olhei bem para dentro dos meus olhos que refletiam pelo espelho a dor que ainda morava em meu peito; pensei que aquela dor jamais fosse embora e amarguraria o mais profundo da minha alma pelo resto da minha vida.

Apenas a imagem do seu rosto meigo com seu sorriso gentil invadia meus pensamentos; por todo aquele dia a lembrança dos bons momentos não cansava de indagar meu ego com o conhecido “por quê?”

Onde errei? O que fiz? O que deixei de fazer? Perguntas que não tinham respostas, ou que eu na verdade simplesmente não queria saber.

Foi tudo tão de repente, foram quatro meses de intenso amor e prazer, cheguei a pensar, “prepotentemente”, que fosse a mulher mais feliz do mundo; mas, por quê?

Dias passaram-se, e aquela dor ainda estava alojada em meu peito.

Ao longo dos meus trinta e seis anos tive muitos amores, paixões, ou o que quer que fossem, mas este, ah! Eu tinha certeza! Era o amor da minha vida, o homem que eu pedira a Deus.

A dor era quase insuportável, eu precisava fazer algo para ocupar minha cabeça e afastá-lo do meu pensamento, mas nada me agradava e tudo me fazia lembrá-lo...

Quer saber? Vou dormir de novo.

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